Potencial alienado
A Queda dos falsos Ídolos
A imundície anuncia o seu próprio crepúsculo.
O abutre já não encontra carniça para alimentar sua ambição.
A hipocrisia, outrora vestida de seda, despe-se diante da verdade.
O verme, que se alimentava da decomposição moral, perde a razão de existir.
O narcisismo contempla, impotente, o lento desmoronar do espelho que idolatrava.
A vaidade, coroada por aplausos passageiros, vê seu trono ruir sob o peso do tempo.
A putrefação aproxima-se do seu derradeiro suspiro.
E agora, José?
Quando o amor já não habita o coração...
Quando a companhia se desfaz na poeira dos dias...
Quando o tempo decreta a sentença que nenhum poder revoga...
Quando o trono se transforma em ruínas...
Quando a tatuagem do braço perde o tom
Quando o sapato sem meia exala odor
Quando a festa termina, as luzes se apagam e o silêncio ocupa o palco...
O que resta?
Não há mais holofotes.
Não há mais manchetes.
Não há mais aplausos.
As multidões seguem outro caminho.
A fama, tão efêmera quanto a neblina da manhã, dissolve-se ao primeiro raio da verdade.
Aquele que um dia se julgou gigante descobre, enfim, a própria fragilidade.
Toda arrogância retorna ao pó.
Toda soberba encontra seu ocaso.
Toda máscara, um dia, cai.
E a história, juíza implacável dos homens,
Ensina que nenhum império erguido sobre a vaidade resiste ao tribunal inexorável do tempo.
Porque a glória construída sobre a mentira apodrece.
O poder alimentado pela hipocrisia desfaz-se como cinzas ao vento.
E a única herança capaz de sobreviver ao esquecimento
É aquela edificada sobre a honra, o caráter e a verdade.