Rendem-se nossos mais efusivos elogios ao atual governador do Rio de Janeiro, o eminente desembargador e atual presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Dr. Ricardo Couto, que, em pouco mais de trinta dias à frente da administração fluminense, já inscreveu seu nome na história recente da gestão pública brasileira.
Com firmeza de caráter e senso elevado de responsabilidade institucional, adotou medidas austeras e tecnicamente necessárias ao resgate da moralidade administrativa: exoneração de servidores comissionados, instauração de auditorias em contratos recentemente firmados, substituição de secretários em áreas estratégicas e técnicas, além do bloqueio de milhões de reais liberados pelo governo anterior no derradeiro dia de mandato.
Tais providências não representam mera escolha política; traduzem, antes, o compromisso inegociável com os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, pilares que sustentam a República e legitimam a confiança do povo no Estado.
Quando o administrador público vela com rigor pelos cofres públicos, protege não apenas cifras e balanços, mas o suor silencioso de milhões de brasileiros que sustentam a máquina estatal por meio de tributos. Cada centavo preservado do desperdício é um gesto de respeito à dignidade popular.
O Brasil carece, com urgência, de homens públicos comprometidos, austeros e destemidos, capazes de compreender que governar não é usufruir privilégios, mas servir com honra; não é dilapidar recursos, mas guardá-los como patrimônio sagrado da coletividade.
Que exemplos assim se multipliquem pelos rincões da Nação, para que a esperança administrativa renasça onde antes grassavam o descuido, a omissão e a irresponsabilidade.
Ao erguer a espada da responsabilidade contra os excessos do poder, o governo interino do Rio de Janeiro recorda uma verdade esquecida por muitos administradores: o Estado não pertence aos governantes, pertence ao povo que o sustenta com o suor diário de seus impostos. Cada exoneração injustificada combatida, cada contrato auditado e cada privilégio reduzido representa mais do que economia financeira — simboliza a reconquista moral da máquina pública.
Na filosofia da boa governança, administrar não é distribuir favores, mas servir com grandeza. O cargo público não deve ser abrigo de interesses particulares, e sim trincheira de compromisso coletivo. Quando se corta o desperdício, planta-se justiça; quando se exige transparência, fortalece-se a democracia; quando se limita o abuso, devolve-se dignidade ao cidadão.
A história ensina que impérios ruíram pela corrupção silenciosa e pela indiferença diante do erário. Também ensina que povos renascem quando surgem líderes capazes de trocar a conveniência pela coragem. Se tais medidas forem mantidas com firmeza e espírito republicano, poderão ecoar como marco de reconstrução institucional.
Que o Rio de Janeiro compreenda, enfim, que não há progresso sem disciplina, nem liberdade sem responsabilidade. E que a verdadeira grandeza de um governante não está no número de aliados que nomeia, mas na coragem de enfrentar privilégios para honrar a confiança popular. Onde houver zelo com o dinheiro público, ali florescerá a esperança de uma nova era.