A ruína de uma Nação não se forja nas trincheiras da direita nem da esquerda. Ela nasce no mais profundo dos abismos humanos: na falência do caráter de grande parte da classe política e na complacência daqueles que, por omissão, medo ou conveniência, consentem que algozes sociais e abutres do erário público sejam ungidos como guardiões do tesouro que pertence ao povo. Quando o caráter se ausenta, as ideologias tornam-se apenas máscaras; e quando os corruptos passam a vigiar o cofre da República, não é a política que adoece — é a própria civilização que sangra.