I — O Nascimento da Visão
Em vastos campos de luz e eternidade,
Sob céus de promessas e auroras ardentes,
Ergue-se Teófilo Otoni, cidade,
Como templo da fé dos povos valentes.
Ali nasceu, no seio da história,
O sonho do jovem guerreiro da glória:
Uma nova Filadélfia, altiva e humana,
Fundada na chama republicana.
II — A Força do Ideal
Não era apenas cidade que surgia:
Era um projeto de civilização.
Ideias de liberdade, na luz do dia,
Rompiam as sombras da opressão.
Das revoluções liberais ecoou a canção,
Do sangue vertido brotou a nação;
Na veia do povo corre a certeza
De que a luta constrói a grandeza.
III — Terra de Gigantes
Ó Terra de Gigantes, berço do porvir,
Teu solo é livro de heroísmo e fé;
Cada passo teu ensina a existir,
Cada gesto teu molda o que é.
O alvorecer se agiganta em teu nome,
Altaneiro, renovador, supremo;
Teófilo Otoni, farol do sertão,
Ergues teu canto como uma oração.
IV — Tempos de Glória e Mudança
Chegam os dias de esplendor e promessa,
Tempos de mudança, de força e ação;
Um novo horizonte a história atravessa,
Como ondas de fogo na imensidão.
Avassalador, o futuro incandesce,
E a esperança em teus filhos floresce;
No espelho do tempo, teu rosto reluz,
Cidade que guia, que salva, que conduz.
V — A Cidade Eterna
Pujante, restauradora de valores nobres,
Teófilo Otoni, guardiã da virtude,
Teu povo constrói, mesmo entre as dobras,
A mais luminosa das juventudes.
Sonhos de guerreiro te fazem existir,
Te fazem marchar, te fazem subir;
És pátria em miniatura, farol da nação,
Síntese viva da civilização.
VI — Juramento Cívico
Que cada geração ao teu nome se incline,
Não em reverência muda, mas em missão:
Construir justiça, plantar disciplina,
Defender liberdade e Constituição.
Que o teu futuro jamais se aparte
Do espírito bravo que te fez nascer;
Pois Teófilo Otoni não é só cidade:
É destino, é bandeira, é dever de viver.