Em todo time de futebol, há sempre um mequetrefe destinado a destoar dos demais — uma criatura folclórica que desafia a lógica, eterniza a chacota e sustenta, com orgulho, o espelho narcisista que tanto acaricia. É o destoante por excelência: mestre da ilusão, artesão da fumaça, comerciante de sonhos alheios e amante convicto da mais refinada bazófia. No grande teatro da vida, sua presença é um lembrete de que até a mediocridade sabe vestir capa de epopeia.