Amizades que moldam destinos,
Erguem pontes, refazem caminhos;
No frio ou na neve, persistem,
Na altitude dos Andes, resistem.
Morada da paz, construída,
Em afetos, ternura esculpida;
Recorda Neruda em poema,
Vinte cantos de amor — um dilema.
Nos salões do Castaneira ecoa,
A memória que nunca destoa;
Na Praça das Armas, paixão,
Nosso rastro em eterna canção.
Tereza dos Andes vigia,
Com seu manto de fé e poesia;
O Museu, com arte e saber,
Nos ensina a sentir e viver.
Santa Lúcia, de cima, contempla,
O que o tempo em silêncio relembra;
Madrugada, equívoco e sonho,
Providência: o carinho risonho.
Nas trilhas da cordilheira imensa,
Cada passo uma chama suspensa;
Desafios, risadas e ventos,
Horizontes gravados em tempos.
Eis que surgem, valentes no tempo,
Fuzileiros da alma em intento;
Funileiros do ferro e da dor,
Modelando a vida com suor.
Caminhar com emoção no olhar,
É viver e também transbordar;
Elos feitos com alma e calor,
Respeito, ternura e amor.
São lembranças de luz e beleza,
Na memória, guardada a certeza:
Que a amizade, na essência e razão,
É a ponte que une o coração.