Segurança Pública —
sagrada missão de um Estado que honra o seu povo,
não se terceiriza, não se transfere, não se entrega a aventureiros.
É essência do próprio Estado,
alma da paz social,
espada da justiça e escudo dos inocentes.
A Pasta da Segurança não é prêmio de vaidades,
não é palco para narcisistas de tatuagem vazia
e discurso infame.
Ali não cabe o político de ocasião,
o ébrio de poder,
o bufão dos holofotes.
O comando da segurança exige coragem e sabedoria,
experiência e retidão,
não se curva a caprichos ou conchavos.
Jamais poderá ocupá-lo o hipócrita que assedia,
o tirano que disfarça a perversidade com pose de herói,
o farsante que engana parte do povo, parte do tempo,
mas jamais a história inteira.
Não se constrói justiça com mãos sujas,
nem se protege vidas com discursos pútridos.
Um Estado que entrega seu coração armado a tolos
sangra em praça pública,
geme nas vielas,
e morre a cada tiro disparado
pela incompetência vestida de autoridade.
Porque quando a segurança é vilipendiada,
o povo geme, a justiça chora
e o caos celebra sua vitória temporária.
Mas o tempo — juiz infalível —
há de desmascarar as estrelas sem brilho,
há de arrancar as máscaras dos idiotas de ocasião,
e, no lugar deles, erguerá sentinelas da verdade,
guerreiros da lei,
cavaleiros da honra.