Um raio de luz caiu sobre mim,
Como centelhas, iluminando meu caminho,
Desenhando, à distância, um belo horizonte.
Fui longe, muito distante.
Criou-se uma luz colorida de imaginações.
Não pense que foi mero acaso.
Uma folha, uma pétala, não cai simplesmente por cair.
Um arco-íris não risca o céu por riscar.
Contemplação de beleza exuberante.
Simplesmente sublime!
Musa especial.
Transmite sensação de prazer.
Maravilhas se revelam.
Não quero sonhar por sonhar, nem acordar desta fantasia.
Quero fechar-me para o mundo externo.
Quero viver a realidade policromática.
E, se estou sonhando, não quero acordar tão cedo.
Seria precoce, prematuro.
Perdoe as vicissitudes da vida,
De belas reminiscências.
Recomeçaria todo roteiro.
Prometo até o sol, ardente, de raios intensos,
Ou a chuva, se ela cair ao adormecer do dia.
Que poema? Não.
O poeta não sou eu. Rabisco sonhos, refém das emoções.
Numa noite, sob um belo horizonte,
Um luar que se forma no arrebol.
O poeta não morre. A cinza da matéria eterniza.
Se, ao anoitecer, não houver estrelas, não se entristeça.
Basta olhar para si mesma, musa Elisabeth
Pois você é uma estrela: fulgurante,
Que espalha ternura, brilho lunar e estilhaços de luz.